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BBB também é cultura

"Sofre, Juca Mulato, é tua sina, sofre...
Fechar ao mal de amor nossa alma adormecida
é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida...
Ter, a um sonho de amor, o coração sujeito
é o mesmo que cravar uma faca no peito.
Esta vida é um punhal com dois gumes fatais:
não amar é sofrer; amar é sofrer mais!"

Menotti del Picchia

- Postado por: Nandinha �s 21h55
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The end.

Fim é dessas coisas que não pede licença pra chegar. Se instala, toma posse. Você finge não notar, mas o tempo todo sabe que ele está ali. E pouco adianta tentar impedir. O fim, quando vem, fica. É quando tentamos achar o culpado. Porque é confortável ter um culpado, um bode espiatório pra explicar por que seus planos não deram certo, por que amanhã não pode ser mais o mesmo, por que o amor acabou. Porque sim. Porque não era pra ser, os astros não se alinharam, Pandora não saiu da caixa. Porque a Terra é redonda, e gira. Dá voltas tantas. E você fica, tal qual o fim, inerte, atônito. Porque há razões tantas, e ao mesmo tempo nenhuma. Porque nem todos os mistérios entre o céu e a Terra podemos explicar.

E, como todo fim, é triste.

- Postado por: Nandinha �s 00h14
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Mais um na multidão

"Guarde segredo que te quero
E conte só os seus pra mim
Faça de mim o seu brinquedo
Você é meu enredo, vem pra cá
Te quero, te espero
Não vai passar
O amor não falta estar

Você pensa em mim, eu penso em você
Eu tento dormir, você tenta esquecer
Longe do seu ninho, meu andar caminho
Deixo onde passo os meus pés no chão
Sou mais um na multidão

O mar de sol no leito do lar
Que nem um rio pode apagar
O amor é fogo e ferve queimando
Estou ferido agora e sigo te amando
Você pode acreditar

A mesma carta, o mesmo verbo
Em sonho só viver pra ti
Quem tem a chave do mistério
Não teme tanto o medo de amar
Me cego
Te enxergo
Não vai passar
O amor não tarda, está"

(Erasmos Carlos, Marisa Monte)

- Postado por: Nandinha �s 13h00
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Conversando

A desculpa da falta de tempo é sempre aceita.
Descobri, depois de semestres atarefados e férias prolongadas que isso será sempre uma constante. Percebi que sempre me faltará tempo, seja pelo estudo necessário, pela festa inadiável ou pelo livro preguiçoso. Eis que estou de férias há um mês e meio e, ainda assim, não havia postado sequer uma mensagem nesse meu blog.
Às vezes me pergunto por que o mantenho. É que adoro, amo. Escrever - e não são muitas as oportunidades que tenho, e blogar. Gosto da internet, da linguagem html, e, em especial, dos comentários. Embora nem sempre eles venham. Gosto ainda mais da desobrigação de postar apenas quando eu tô a fim, quando não tenho preguiça ou qualquer outro motivo que me der na telha.

Então mantenho os meus botões porque, diferente do livro que eu ganhei há muito tempo e que nunca terminei, isso aqui não tem fim. É meu momento. :)

- Postado por: Nandinha �s 12h49
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:}

"...não somos os mesmos, mas somos mais juntos. Sabemos mais uns dos outros... e é por esse motivo que dizer adeus torna-se tão complicado... digamos então que nada se perderá. Pelo menos dentro da gente..."
João Guimarães Rosa

- Postado por: Nandinha �s 23h21
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Med Fantasy

Tô bêbabda... hehehe, nem vou cporrigir os erros de português devido à digitação, porque meu estado comporta e justifica tufo isso! :)
Além de bÊbada eu tô muito feliz! A festa h09je. apesar de vazia, foi muuuito boa! Eu me diverti como há muito tempo eu não fazia.. liguei pros meus entes quwridos, tomei 'Engov' e espero acordar amanhã disposta a estudar linfoma!

:))))

Queria mesmo deixar uma mensagenzina, assim sem sentido! Hihihi..

- Postado por: Nandinha �s 02h11
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Caldeirão do Huck

Numa tarde frustrada de sábado, após uma Choppada que prometia ser desmarcada, muita chuva, muita alergia, sento, para, conformada, assistir televisão. E fico assistindo o Caldeirão do Huck. Eis que surge um novo quadro que eu nunca tinha visto: Lar doce lar.

Lindo de morrer.

Um casal lindo, jovem, com uma casa caindo aos pedaços. Juntos, porque o amor une, apesar de tudo o mais. Ganham a reforma e a reforma, por si só, já basta. Mas tem mais, e a surpresa é maior. No fim do programa, Luciano combina com o noivo a festa de casamento que eles não podiam pagar. E, tudo pronto, altar, família esperando, marcha nupcial, noiva sem saber nada, mas vestida como deve ser, com a desculpa de tirar umas fotos pro Caldeirão de como ela estaria no casamento dia 13 de janeiro.

É tããão lindo ver o amor acontecer.
Nesse mundo de 6 bilhões de pessoas, essa mágica acontecer em reciprocidade...

Pois que minha tarde de sábado, exceto pela alergia, foi muito agradável. :)
E eu quero casar. Isso não significa pressa, mas uma vontade imensa de olhar pra alguém e saber que, este, é o meu alguém. Com quem eu iria pra qualquer lugar.

- Postado por: Nandinha �s 18h36
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O melhor lugar...

"Se fosse por mim
Eu ficava
Mas vê como tudo lá fora mudou
O tempo passou
Feito um louco
Quebrando as vidraças
E a gente ficou
Aqui, sem ter nem pra onde ir,
por medo ou preguiça
Aqui, ilhados pos nós
Sequer rastreados por nenhum radar
Aqui parecia ser o melhor lugar

Quem disse que a gente precisa
Perder um ao outro pra se encontrar
Se nada nos prende ao passado
Não é o futuro que vai separar

Enfim
Encosta seu barco em mim
Que o sol já se pôs
A sós
O mundo termina
Na fina fronteira dos nosso lençóis
Em nós
Espalham-se os laços
Desfazem-se os nós

Sonhamos paisagens, compramos passagem
E nunca voamos pra lá
Enfim
Passeia tua boca em mim
Até me calar
Aqui ainda parece o melhor lugar"

(Jorge Vercilo - Melhor lugar)

- Postado por: Nandinha �s 22h19
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Sobre a morte.

"Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do
Casseta & Planeta deram seus depoimentos.

Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada.
Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena. Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que a morte causa em todos os que ficam. A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta.

Morrer é ridículo.

Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório,
colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer.
A troco de quê? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis. Qual é?
Morrer é um chiste. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra
vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros
vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.
Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.

Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da vida...

Perdoe....sempre!!!"

(Pedro Bial)

- Postado por: Nandinha �s 08h53
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O amor, e Carlinhos Brown

Ontem no café da manhã, na casa de Ia, tia Cristina tava contando pra gente sobre o casamento que ela tinha ido na noite anterior, como tinha sido lindo. Depois de todas as histórias sobre a noiva entrando chorando na igreja, o noivo chorando esperando no altar, o sermão lindo do padre, ela nos conta sobre a saída dos noivos da igreja.

Quando eles se viraram pra descer do altar, começa a tocar "Velha infância". Ela olha pra ele e diz: "Essa é pra você". E se beijam.

Eu, Mari e tia Cristina choramos na cozinha. Hahahahaha. :)
Porque mulher é bicho besta, mesmo. E o amor é lindo. E ele existe.

E um dia, eu, chorando, vou dizer ao meu alguém que "essa é pra você".

"Você é assim
um sonho pra mim
e quando eu não te vejo

eu penso em você
desde o amanhecer
até quando eu me deito

eu gosto de você
e gosto de ficar com você
meu riso é tão feliz contigo
o meu melhor amigo é o meu amor

e a gente canta
e a gente dança
e a gente não se cansa

de ser criança
a gente brinca
na nossa velha infância

seus olhos meu clarão
me guiam dentro da escuridão
seus pés me abrem o caminho
eu sigo e nunca me sinto só

Você é assim
um sonho pra mim
quero te encher de beijos

eu penso em você
desde o amanhecer
até quando eu me deito

eu gosto de você
e gosto de ficar com você
meu riso é tão feliz contigo
o meu melhor amigo é o meu amor

e a gente canta
e a gente dança
e a gente não se cansa

de ser criança
a gente brinca
na nossa velha infância"

(Tribalistas)

- Postado por: Nandinha �s 15h27
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Parabéns, Luazinha! (*

Porque falar de mim é, antes, falar dela.
E contar como desde que ela entrou em minha vida, tudo mudou.

Acredito mesmo que, tal qual o satélite que lhe empresta o nome, todos nesse mundão de meu Deus podem te olhar em algum momento, de algum lugar, onipresente que você é - e que, no meu mundo, tudo pode. Olhar para a Lua, a Dultra, e sentir que a vida é mais. Porque às vezes Deus faz dessas coisas. E manda esses tesouros, disfarçados de gente, para tornar a vida dos pobres mortais como eu, melhor. Porque a beleza que a Lua irradia é conhecida de todos, cantada por muitos, velada por mim. Amante incondicional dessa pessoinha de dentes grandes, andar bonito, do jeito de falar mais doce, mais compreensivo, mais amigo que se pode conceber. Do jeito mais cúmplice e verdadeiro que se pode amar alguém.
Porque não se pode amar alguém mais do que eu amo você.

Amar do jeito de ficar acordado de madrugada, no escuro, na cama, e falar da vida assim, quase como quem conversa com si mesmo. Sem medo e sem censura. E eu não me vejo sem você.

Acredito mesmo que todas as pessoas nesse mundo merecem te ver alguma vez na vida. E sentir o bem que você faz. E ver que você consegue ser ainda mais que brigadeiro de panela ou Chico Buarque.. irradiando sempre a luz própria que é tão mais brilhante, e transformando as luzes dos mais diversos sóis - estrelas de menor grandeza perto do satélite você - fazendo-os sempre brilhar mais intensamente.
Acredito mesmo que eu devo ter feito algo de muito especial nessa vida, pra merecer te ter tão presente em meu caminho.

Porque sabe Deus o que se passou na cabeça de Bob Doc e Tia Rita lá no Capão, mas não haveria nome mais bonito nessa vida. Acho que eles sabiam, no fundo, que pessoa mais bonita não há de ter.

Eu te amo, eu te amo, eu te amo!

- Postado por: Nandinha �s 11h20
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Amor Barato - Chico Buarque de Holanda

"Eu queria ser um tipo de compositor
capaz de cantar nosso amor modesto
um tipo de amor que é de mendigar cafuné
que é pobre e às vezes nem é honesto
Pechincha de amor, mas que eu faço tanta questão
que se tiver precisão, eu furto
Vem cá meu amor, agüenta o teu cantador
me esquenta porque o cobertor é curto
Mas levo esse amor com o zelo de quem leva o andor
eu velo pelo meu amor que sonha
que, enfim, nosso amor, também pode ter seu valor
também é um tipo de flor
que nem outro tipo de flor
dum tipo que tem que não deve nada a ninguém
que dá mais que Maria-Sem-Vergonha
Eu queria ser um tipo de compositor
capaz de cantar nosso amor barato
Um tipo de amor que é esfarrapar e cerzir
que é de comer e cuspir no prato
Mas levo esse amor com o zelo de quem leva o andor
eu velo pelo meu amor que sonha
que, enfim, nosso amor, também pode ter seu valor
também é um tipo de flor
que nem outro tipo de flor
dum tipo que tem que não deve nada a ninguém
Que dá mais que Maria-Sem-Vergonha"

- Postado por: Nandinha �s 10h27
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Conversando com os meus botões

Quando eu era pequena, minha dinda me deu um livro com o nome desse blog. Era um livro que te ajudava a escrever sobre si. Um livro para fazer de quem o ganhasse, um autor.
Quando decidi fazer um blog, nenhum nome me pareceu mais conveniente, ou mais preciso. Conversar com os meus botões. Faço isso sempre. Nos momentos de quietude, como este agora. Sozinha em casa numa sexta à noite, lendo um livro triste e tendo conversas profundas no msn. Conversando sempre com os meus próprios botõezinhos e com cada um desses aí no meu template novo. Ou com muitos outros, que o espaço não me permite colocar. Não menos queridos, entretanto.

Tal como o livro que ganhei, escrevi algumas páginas e depois deixei de lado - porque percebi que falar de mim, explicitamente, não é das minhas maiores faculdades - aposentei esse blog por uns tempos. Senti saudade. E, ao contrário do livro que escondi de todos, aqui posso ser lida em todas as entrelinhas, todos os instantes, por quem tiver a paciência e a vontade de entender alguém como eu.

:)

- Postado por: Nandinha �s 22h40
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:)

Eu passei séculos sem escrever aqui.
Perdi o meu template, e não achei nenhum outro que me agradasse. Então demorei até ter coragem de tentar fazer o meu template por conta própria.

Eis!
:)

Com alguns defeitos, eu sei..
Mas com o tempo vou melhorando..

O que queria mesmo era voltar a escrever, zonza de saudade que eu estava.
Pois então com calma vou atualizando isso aqui, e pra quem tem paciência, que seja bem-vindo de volta.

Porque o bom filho à casa torna..

- Postado por: Nandinha �s 23h42
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hmmm

P.U.N.H.E.T.A = Processo Unilateral de Normalização Hormonal por Estimulação Temporária Autoinduzida

pra quem quiser entrar: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=193462

- Postado por: Nandinha �s 22h43
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